Me ligue às 3 da manhã de uma segunda-feira, pra contar que saiu com os guris, encheu a cara e lembrou de mim quando precisou de alguém pra encontrar as chaves de casa.
Não me deixe sozinha em uma terça. Fique ali, fumando teu cigarro, e me observando enquanto fico inquieta olhando mais uma temporada da série Sobrenatural
Aliás, deixe-me acender teu cigarro. Gosto de ver teu rosto iluminado pela chama do meu isqueiro da cor do céu.
Vem aqui pra casa, no sábado novamente, e fica mais um final de semana comigo.
Não vá embora sem dar tchau. Não invente essa de que odeia despedidas, isso é desculpa de covardes. Antes um abraço de adeus do que apenas um lembrar da noite de ontem. Quando chegar a quinta-feira, e tu já estiver de saco cheio de mim, me encontre pra dizer que cansou de nós. Na sexta, vá pra noite com os guris. Tome o que o dinheiro der e o estômago aguentar. Volte pra casa sem lembrar do que aconteceu. Acorde tentando entender porque não me encontrou na cama ao teu lado, no sábado. Durma o dia inteiro, me ligue e vá pra janela fumar, pensando o porquê de eu não ter te atendido. Quando estiver assistindo os teus filmes que tu tanto gosta, me ligue de novo, peça desculpas, tente te explicar e diga que quer que eu vá te ver. Aguente o tempo que for. Não me chame de fazida. Insista. Liga de novo e, quando eu resolver finalmente ir te encontrar, não ouse me deixar ir embora mais uma vez.