sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pudera eu viver sem coração.

Andei pensando coisas. Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda de um amor que NUNCA existiu é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você vê que está perdendo alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama  pra conversar, rir, se estressar kk . torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando voce percebe que o amor é: NEVER.
Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio.

(Caio Fernando Abreu - Extremos da Paixão in Pequenas Epifanias)

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