Oi. Olá. Bom Dia. Boa tarde. Boa noite. Realmente não sei. Mas que bom que você veio! Espero que você entenda tudo o que quero transmitir em meus textos. Espero que você compartilhe do doce que escorrem entre cada letra, palavra e parágrafo por aqui! É tudo meio-que-pessoal mesmo. Bem-vindo ao meu Inferninho Pessoal!
sábado, 23 de abril de 2011
apenas treze
- Você sabe. - Sim, eu sei! - Não estou duvidando. - Está sendo irônico. - Não, imagine. - De novo. - Você duvida demais. Deveria confiar mais em mim. Eu sou tão real… - Viu? Você precisa de ironia pra respirar. - E você precisa de mim pra respirar! Sabe qual a diferença? Eu posso ter a ironia. - Ótimo. - E essa foi a única vez que eu fui irônico nessa conversa. - Sério? - Não. Você deveria me ligar mais, para conhecer meus tons de voz. Meu rosto é sempre lindo desse jeito. - Ótimo. Ironia, café e ser um canalha. Quais seus outros vícios? - Magoar. - Magoar a si mesmo. - Não, não. Não sou esperto a esse ponto. - Parece que é. - Não, essa é você. Eu sou quente desse jeito mesmo. - Ironia, novamente. Deve ter algum trauma com o calor, então! - É… - Nossa, você realmente me respondeu. - Sempre te respondo. - Respondeu de verdade. - Só porque não é a resposta que você quer, não quer dizer que é falsa. Você deveria ir escrever um livro, se quer todos os personagens da sua história a seu modo. - Ai. Doeu. - Quer aspirina? - Não. Por que faz isso comigo? - Porque sou masoquista. - Não seria sádico? - Não, não, eu sou masoquista. - Quer dizer que me ama? Só sofremos quando os outros sofrem quando os amamos. - Eu não me lembro de negar isso… - Então ama. -… Muito menos de confirmar. - Por que veste essa máscara sempre? - É pra me proteger do frio que eu sou. - Sua mão está quente. - É porque eu aprendi a me esquentar. - Ninguém se esquenta sozinho. - Bom, sempre há uma primeira vez. Quando será a sua? - Não sou virgem. - Não disse que era. Sua primeira vez de esquentar-se. - Eu sou quente. - Você que pensa. Você é mais fria que eu. - Não! - É sim. - Por que seria? - Precisa de outros pra manter-se quente. Isso é tão frio quanto não precisar do calor. - Não preciso de ninguém! - Por que está aqui, então? - Porque eu te amo. - Não ama. Você mesmo disse que só te machuco. Ninguém ama o que machuca. Você retira de minha frieza seu calor por ser melhor que isso. Não negue. Você precisa. Não gosta. - Ok, café, ironia, ser um canalha, magoar e mentir. - Pelo menos eu não minto a mim mesmo. - Mente sim. - Não. Você que pensa. Nunca neguei que não prestava. Apenas não grito isso, sabe? Eu tenho que me aproveitar desse corpinho que Deus me deu. - Achei que era ateu. Ele riu. - Eu sou. Precisa aprender a pegar minhas ironias. - Se você me der uma brecha para eu ver quando você não está sendo irônico, talvez. - Sete das frases que eu disse nessa conversa são extremamente reais. Sem um pingo de distorção. - Você contou? - Não preciso, me lembro de tudo que importa. Tenho memória fotográfica. - Qual o nome do meio de minha mãe, então? - Sua mãe já morreu para mim. - E daí? Ela continua tendo um nome do meio e eu já lhe disse qual é. - Eu me lembro de tudo que importa, e se tem uma única coisa que eu me importo menos do que com os vivos, são os mortos. - E por que não se importa com eles? - E eles lá se importam comigo? Não perco meu tempo com isso. - Eu me importo com você. - Tanto que não notou até agora que meu braço esquerdo está sangrando. - DEUS! Você precisa colocar um curativo agora. - Não sou Deus. E não preciso. - Deve estar doendo. - Está. - Vou fazer parar. - Não me passe germes. Não toque em mim. - É mesmo masoquista? - Sim. Foi uma das nove frases reais dessa conversa. - Não eram sete? - Com essa, são dez. - Dez? - Sim, dez. E vai parar por aí. - Por quê? -… - Não precisamos de um motivo para tudo, ora! - Mas você tem um motivo. - Não tenho. - Tem sim. Se não teria dito isso de começo. Ficou calado porque pensava se me contaria ou não. - Não é verdade. - Achei que você não mentisse. - Não minto. Ela ergueu as sobrancelhas. - Confesse. - Certo. Eu tenho um motivo. - E qual seria? - Você está pedindo demais! - Não estou. Pedir demais seria pedir um beijo seu. - Não, isso seria de menos. Eu beijo várias pessoas. - E não beijou até agora?! Ele riu de modo egoísta. Completou: - Você quer um beijo meu. - Não quero! - Quer sim, Natasha. Ela bufou. - Está bem, eu quero. - Certo. -… -… -… -… - Voltando ao assunto… Vai me contar ou não o motivo? - Tudo bem, srta. que quer um beijo meu, eu conto. -… - Na verdade, quase todas minhas conversas têm treze verdades. Mas são em ordem de impacto, então as três que viriam agora seriam mais importantes e reais que qualquer coisa que eu já lhe disse nessa conversa. Então prefiro ficar calado. - Meu Deus, você planeja tudo isso?! É no mínimo doente. - Sim, porque eu sou doente, querid… Natasha. É por isso que me ama. - Não é exatamente por isso. Mas eu te amo sim. Ele mordeu os lábios. - Então, Michael, vai me contar quais seriam as três verdades? - Só se você me disser três antes. - Ok. Eu amo o jeito que seu cabelo cai nos olhos, estou tendo calafrios com esse braço aí que não para de sangrar porque não agüento ver você sofrendo e eu sou completamente possessiva quando se trata de você. - Uau. As minhas: eu ame… gostei de você desde o dia em que você me empurrou do balanço, na pré-escola. E eu realmente gostaria que você chegasse mais perto. - Foram somente duas. - Você ainda quer aquele meu beijo? - Sim. - Então essa é minha terceira: eu lhe daria muitos se você quisesse. - Eu quero. Demais. Ele olhou para baixo. - Só beijo meninas com quem eu tenho compromisso. - Disse aquilo só para me provocar, então? Ah, Mich… - Não! Foi um convite. Ela se inclinou em sua direção e ele se levantou rapidamente, se afastando. Ela olhou-lhe confusa, pedindo uma explicação. - Desculpe, foi a minha décima quarta verdade na conversa e eu preciso manter a média. Ele correu, segurando o braço que ainda sangrava e deixou uma ruiva com um olhar muito curioso. Bem, já era um avanço… Quem sabe em mais treze ou vinte e seis verdades ela não conseguia uma proposta oficial?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário